quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Quando o silêncio nos pede um minuto

Ah, o silêncio! Nada como curtir a quietude e desfrutar daquele momento em que tudo que se ouve são seus próprios pensamentos. A vida vai passando em nossa mente como se fosse um filme, dotado de ações dramáticas.

Embora ache que aquilo que chamamos de silêncio não exista, pois se penso que tudo que tem movimento emite som e o universo não é estático, logo sempre haverá um ruído. Talvez no vácuo, onde não há nada além do grande vazio, ali talvez haja um pouco de silêncio.

Não quero falar sobre a existência do silêncio, mas sim da importância de termos um momento para ouvir aquilo que está além das evidências. Talvez o silêncio tenha mais sentido na falta de paz. É nos momentos de mais tenção onde as ideias nos fogem e tudo parece incompreensível. Ali está a nossa alma pedindo: “quero um tempo comigo mesmo”.

Tem uma frase do Rubem Alves que diz que “a psicanálise nasceu com a descoberta de que as palavras são cheias de silêncio. Aqueles que só entendem oque é falado ou escrito não entendem coisa alguma: a letra mata.” (do universo à jabuticaba)

Engraçado como muitas vezes nós como ministros não sabemos conversar com o silêncio. Sempre estamos falando. Temos um posicionamento sobre tudo bem na ponta de nossas línguas. Então perdemos esse algo tão precioso que mora com a compreensão e companheirismo.

Isso fica bem evidente quando recebemos alguém para conversar conosco com um necessidade absurda de desabafar e mal deixamos essas pessoas colocar para fora oque sentem. Muitas vezes elas não querem nem ser compreendidas, apenas escutadas, aliviadas. Querem dividir o peso.
No ouvir está o amor ao próximo e o ajudar a carregar o piano, a cruz.

Entendo que o ministério pastoral e talvez outras lideranças vivem momentos difíceis onde se deparam com frequência entre o turbilhão e o momento sozinho. Nosso fardo parece incompatível com outras pessoas e realmente nos sentimos só.

Mas devemos lembrar que nesses momentos são revelados, na quietude e silêncio, aquilo que nos parecia distante. Devemos nos calar e ouvir nossa alma falando com nossa mente. Devemos ouvir Deus. E se mesmo assim você não entende nada, observe se junto com essas vozes que querem ser ouvidas ouvidas não está a sua voz, com as mesmas repetições de sempre, lamentações e tribulações.

Respeite o silêncio, leia as entrelinhas de sua alma! Assim como a Bíblia deve ser interpretada respeitando seu contexto cultural e seu silêncio histórico, a vida traz juntamente com ela o silêncio que nos pede um tempo para ser ouvido e respeitado. Talvez esteja ali uma saída para o que você esteja procurando.

Não escrevi para pastores, líderes, ou pessoas atribuladas. Apenas compartilhei algo que o silêncio me contou e que achei interessante tornar público!

Grande abraço!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Pequenos gestos ...



"As más companhias corrompem os bons costumes". Se você tem um grande sonho, cuidado! Não saia por ai compartilhando com todos.
Existem muito mais pessoas para dizer que você não vai conseguir do que te dar o devido incentivo para continuar.

Eu escolhi fazer a diferença!

Quando penso em fazer uma ação do tipo cata lixo, não penso que a solução esteja no número de sacolas de lixo que vamos retirar das praias. A luta é mais complexa e a recompensa mais gratificante. Entendo que hoje o maior desafio ecológico não está no lixo produzido por todos, mas sim no consumismo exagerado que temos em nossa sociedade que afeta não só o aumento de lixo em sua generalidade, mas também o equilíbrio em nosso ecossistema.

Procuro não me preocupar com os materiais em si, mas sim em quem está retirando aqueles micros lixos. Se focarmos na ideia de retirar o lixo das praias, não vai demorar muito para aparecer outros em seu lugar. Mas devemos trabalhar no foco do desafio: as pessoas. Uma mente politizada, bem educada e principalmente dotada de bons exemplos não encontrará espaço para a indiferença. Aí é o ponto que procuro trabalhar com minha equipe. Tenho a esperança de que se conscientizo uma mente jovem hoje, amanhã ela, além de fazer a diferença também, vai passar essa ideia para frente mudando a realidade de muitas outras comunidades. Aqueles que deixavam seus lixos na praia, não mais deixariam! Não porque deixaram de poluir as praias, mas sim porque a ideia de poluir não mais cabe dentro de seus conceitos.

Retire o lixo e ele aparecerá novamente. Mude conceitos e você terá as praias limpas!

E foi isso que pensei quando realizamos esse trabalho. Não esperamos uma data especial, incentivo fiscal, nem nada exteriormente. Foi uma atitude que nasceu de dentro para fora.

Parafraseando Bob Marley, se a maldade não tira tempo para descansar nem espera datas especiais, porque os que fazem o bem deveriam?

"Faça todo o bem possível, por todos os meios possíveis, de todos os modos possíveis, em todos os lugares possíveis, em todas as ocasiões possíveis, a todas as pessoas possíveis, tanto quanto for possível." Rev. John Wesley... assim teremos um quintal de casa em paz!

Pr. Vinicios Surita

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Inesperada Visita


Voltei a olhar para a lua.
Ela estava lá, linda e bela.
Só que dessa vez diferente, ela sorria.
Também fez da noite um sorriso para aqueles que se encantavam.

O vento forte e gelado levava os pensamentos para um lugar desconhecido, inesperado.
Tudo que deixava era nariz vermelho, boxexas avermelhadas e o céu mais estrelado.
Correspondia de alegria ao vento que soprava e o brilho dos sorrisos que também a iluminava.

Lua Linda, linda Lua.
Minha companheirinha...

À quem tanto admirei, à quem tanto admirava.
O sorriso teu guardei, mesmo quando não precisava,
pois bem sabia eu, que um dia ele voltava.

Lua linda, linda lua.
Companheira que me ama,
Compania que sonhava.
Sempre apontou pra Deus,
quando minha fé faltava.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Cartas para Deus: Em tua sala


Nada como se enconttrar com Deus num bate papo em sua sala.
É como se nada pudesse nos tocar.
Em tua sala podemos sentir sua presença, seu toque, seu amor por nós.
Lá não precisamos fingir, nem fazer parecer o que não somos.
Ele se alegra por estarmos diante Dele como estamos, buscando sua presença para ser confortados e fortalecidos.
Ele nos corrige e nos ensina.
Ele nos envolve.
Como é bom poder contar com esse lugar.
A sala de Deus, sua presença é para onde podemos ir a qualquer momento e nos sentirmos renovados, reanimados e encorajados.
É através da fé que não nos pode ser arrancada e da oração persistente que tocamos o coração do Pai e alcançamos sua maravilhosa graça e misericórdia.
Ele nos compreende e nos auxilia em nossa fraqueza.
Obrigado Senhor por poder contar contigo mais uma vez.
É em tua presença que podemos encontrar a paz.
É em meio as diversas circunstâncias que corro para sua presença e seu que me abraçará.
Obrigado Jesus.
Fica comigo! Sei que não desistiras de mim e que me amas para toda eternidade, mesmo porque o Senhor nos amou sabendo que éramos pecadores, e mesmo assim, escolheu a cruz, que me era merecida.
Te amo Deus ... Obrigado por me receber em tua presença mais uma vez! E é aqui, que quero ficar todos os dias de minha existência.

sábado, 16 de julho de 2011

Vai Valer a Pena!

Não compreendo os Teus caminhos
Mas Te darei a minha canção
Doces palavras Te darei
Me sustentas em minha dor
E isso me leva mais perto de Ti
Mais perto dos Teus caminhos
E ao redor de cada esquina, em cima de cada montanha
Eu não procuro por coroas, ou pelas águas das fontes

Desesperado eu Te busco
Frenético acredito
Que a visão da Tua face
É tudo o que eu preciso, eu Te direi
Que vai valer a pena
Vai valer a pena
Vai valer a pena, mesmo

Não compreendo os teus caminhos
Mas te darei a minha canção
Doces palavras te darei, te darei, te darei
Me sustentas em minha dor
E isso me leva mais perto de Ti
Mais perto dos Teus caminhos

E ao redor de cada esquina
Em cima de cada montanha
Eu não procuro por coroas
Ou pelas águas das fontes
Desesperado eu te busco
Frenético acredito
Que a visão da tua face
É tudo, tudo, tudo o que eu preciso

E o grande dia haverá de chegar
Quando eu e você, nos encontraremos com Ele, naquele dia
E eu e você, cantaremos em uma só voz a Ele

Senhor valeu a pena
Senhor valeu a pena
Senhor valeu, valeu, valeu, valeu

Eu haverei de cantar ao meu Senhor
Quando o grande dia chegar
Quando o grande dia chegar, e ele vem
Quando o grande dia chegar
Eu cantarei, eu cantarei, eu cantarei,
JESUS, sim, sim, sim
Jesus, valeu, valeu...


http://www.youtube.com/watch?v=MwKfLYBiimE

sexta-feira, 24 de junho de 2011

TEOLOGIA DA ESPERANÇA

Por Millard J. Erickson

Em meados da década de 60, surgiu uma nova teologia que enfatizava fortemente a escatologia. Esta não era vista com uma das doutrinas mais importantes da fé cristã, nem sequer como “A” doutrina mais importante, mas como a totalidade da teoogia, a moldura ou disposição dentro da qual toda teologia deve ser conduzida. Por isso, logo foi rotulada de teologia da esperança, e tem sido especialmente identificada com Jürgen Moltimann, atualmente catedrático de teologia na Universidade de Tübingen. Nesse período, outros também contribuíram com essa nova ênfase escatológica. Entre eles estão: Wolfhart Pannenberg, colega de Moltmann em Wuppertal; Walter Kreck, seu colega de estudos em Göttingem; Gerhard Sauter; e Johannes Metz, o teológo católico romano. Embora tenha havido estímulo mútuo entre Moltmann e cada um desses homens, e uma ligação ocasional como membros de um movimento, sua cooperação e concordância quanto aos pensamentos são relativamente fragmentárias.

PARA ENTENDERMOS ESSA TEOLOGIA, devemos analisá-la no contexto das experiências pessoais de moltmann como também das influências culturais gerais mais amplas.


Moltmann, nascido em 1926, faz parte da jovem geraçãode alemães que viveram durante a Segunda Guerra Mundial. Ele viu o colapso do estado alemão e de todas as suas instituições. Foi encarcerado num campo inglês de prisioneiros de guerra até que fosse repatriado em 1948. O período em que passou no campo teve uma influência específica sobre ele. Notou (como notaram vários outros prisioneiros que publicaram relatos de suas experiências) a diferença que a esperança faz até mesmo para a sobrevivência física: “mas de um modo geral não nos sentiamos nem céticos, nem resignados. Naturalmente, pesava-nos um sentimento sombriu de culpa e aflição. Mas voltamos para a Alemanha, decididos de que agora e para sempre as coisas deveriam ser diferentes, mais humanas e democráticas. Talvez, atrás dos arames farpados tivéssemos descoberto o poder de uma esperança que buscava algo novo, não meramente um retorno às condições antigas” (Moltmann, Politics and the Practice of Hope. P.288)

Ao voltar para casa em 1948, Moltmann tinha a esperança de uma Alemanha mais humana e de uma igreja cristã libertadora. Na Universidade de Göttingen, foi aluno de Gerhard von Rad, Ernest Käsemann, Hans Joachim Iwand, Ernest Wolf, e Otto Weber. Ficou realmente impressionado com a teologia de Karl Barth. Depois de estudar a Dogmatica eclesiástica de Barth por algum tempo, chegou à conclusão de que nunca poderia haver outra nova teologia sistemática porque Barth já dissera tudo. Em 1957, o teólogo holandês Arnold A. Van Ruler apresentou a escatologia a Moltmann. Mas foi através da leitura do filósofo marxista Enerst Bloch que ele despertou para o conceito de esperança e foi por ele desafiado. Em suas palavras:

Minha primeira impressão foi: Por que a teologia cristã deixou que esse tema lhe escapasse – um tema que certamente lhe pertence? O que aconteceu com o espírito cristão primitivo da esperança? Então comecei a trabalhar a “teologia da esperança”, e, de uma só vez todos os fios soltos da teoogia bíblica, da teologia do apostolado e do reino de Deus, e da filosofia emergiram num padrão para uma tapeçaria em que tudo se encaixava. (Moltmann, Politics and the Practice of Hope. P.289)

Um ponto de partida para começar a examinar a teologia escatológica de Moltmann é notar sua natureza apologética. É uma tentativa de demonstrar a pertinência da fé cristã ao relacioná-la de algum modo específico com os questionamentos que eram feitos pelo mundo secualar. Ele descreveu a crise teológica cristã num artigo de revista, chamado “Hope and History” [“Esperança e história]. Notou que muitos acreditavam que a teologia cristã se tornou irrelevante, introvertida e individualista, fora de contato com a realidade. Esse grande campo de dificuldades apresenta um novo desafio à teologia. O desafio só pode ser enfrentado se o sistema teológico for reorganizado e reorientado para a totalidade do esforço teológico. Duas experiências enfatizam essa nova situação.


A primeira diz respeito a diálogos com ateus, humanistas modernos e marxistas, em que sempre se chega ao reconhecimento de um rompimento profundo na era moderna. Nos últimos dois séculos, a fé cristã tem-se tornado cada vez mais uma fé em Deus sem esperança para o futuro do mundo. Ao mesmo tempo, por causa da necessidade da esperança, surgiu um tipo secular de esperança para o futuro do mundo – mas sem fé em Deus. Esse é o resultado do fracasso do cristianismo de atender a uma necessidade inevitável do homem. Dess modo, o cristianismo tem um Deus sem um futuro, e o ateísmo temumfuturo sem Deus. As esperanças messiânicas “emigraram da igreja” e se revestiram de progresso, de evolução e revoluções. A igreja foi deixada com apenas uma meia verdade. A pergunta é: deve haver uma separação dos caminhos na história, em que a fé se alinha ao passado, e a falta de fé ao futuro? Ele responde: “Creio que só podemos superar o dilema presente se os cristãos começarem a lembrar-se do ‘Deus da Esperança’, como é testificado na história promissória do Antigo e Novo Testamentos, e assim começaremos a assumir a responsabilidade pelos problemas pessoais, sociais e políticos do presente”. (Moltmann, Hope and History, p.370).

A outra experiência é a emergência de “um mundo”. Enquanto no passado cada nação e grupo racial podia ter sua própria história em um isolamento relativo do restante do mundo. Hoje chegamos a uma etapa na história do mundo em que somos capazes de aniquilar a totalidade de raça humana. Se a humanidade sobreviver, isso só será possível em uma nova comunidade. O futuro, portanto, não será uma mera continuação do passado, com sua multiplicidade de histórias. Temos muitos passados, mas teremos um só futuro. Nas palavras de Benjamin Franklin: “Devemossegurar-nos juntos – senão seremos enforcados separadamente”. Chegamos, portanto, ao salto das quantidades da história para uma nova qualidade da história.
Esse, portanto, é um lado do dilema e da crise do cristianismo: a crise da relevância. O outro lado é a crise da identidade do cristianismo. Moltmann está preocupado em evitar que o cristianismo, na tentativa de relacionar-se com a busca do mundo pela esperança, comprometa e acomode sua verdadeira natureza. No interesse de estabelecer um ponto de contato com a existência histórica contemporânea, boa parte da teologia moderna tem tendido a afirmar demasiadamente a cultura, que acabou perdendo a essência da mensagem cristã. Moltmann, poroutro lado, isiste que a teologia deve ressaltar os elementos negativos e contraditórios da existência histórica contemporânea.




A relevância da teologia depende de seu conceito da ressurreição do Cristo crucificado. O cristianismo só pode mostrar-se digno de crédito e relevante ao “descobrir sua verdade interna para então orientar sua vida, tanto na prática como na teoria, com base naquele que faz com que a igreja seja uma igreja cristã, a fé seja uma fé cristã e, portanto, a teologia seja uma teologia cristã.




A partir de experiências como essas, Moltmann formulou a orientação básica de sua teologia. O que, de fato, ele diz é que, quando a teologia é mais leal à sua natureza essencial,o cristianismo de forma básica e radical se volta para o futuro e, assim, para a esperança; como consequência, dirige-se a responder às perguntas feitas pela humanidade.




A teologia da esperança aplica o conceito escatológico á totalidade da teologia. Tradicionalmente a escatologia tem sido um dos pontos de concentração dateologia sistemática. Geralmente, tem sido o último do tópicos, haja vista que as últimas coisas foram sendo literalmente as últimas coisas tratadas. Frequentemente eram tratadas como um tipo de apêndice à teologia cristã – praticamente dispensáveis, por assim dizer.Visto que os professores de teologia muitas vezes se encontram atrasados em seu currículode preleções, com frequência tem sido dado um tratamento um tanto quanto limitado à escatologia. A impressão tem sido transmitida quase de forma subliminar: a escatologia não temimportância. Em contraste com isso, Moltmann considera a escatologia como um espírito, uma perspectiva, umamolduradentro da qual toda teologia deve ser conduzida.




Boa parte da teologia tem-se preocupado com o status do ser de Deus, discutindo-o em termos de sua imanênciaou transcendência. A transcendência representa Deus como um ser distante, como “Deus além de nós”. Deus está tão alto e é tão intocável que não pode ser concebido. Deve-se pensar em Deus de modo cosmológico, em identificação com o vasto cosmos. A visão imanente de Deus o retrata perto de nós, identificado conosco, como “Deusdentro de nós”, estando ele relacionado à experiência psicológica. Imagens de Deus emergem de cada flor, de cada brisa. Mas tanto o Deus além de nós quanto o Deus dentro de nós estão desacreditados, segundo Moltmann, porque a realidade não é cosmos nem pura subjetividade, mas história. No Israel antigo, a realidade era considerada como história, não como cosmos nem como experiência interior. Como consequência, concebe-se Deus também nesse modelo histórico. Ele é o Deus das promessas e a orientação histórica em direção aocumprimento, o Deus do reino vindouro. Seu lugar se define, portanto, não em relação ao espaço, mas em relação ao tempo. Não está “alémde nós” nem “em nós”, mas “na nossa frente” e “adiante de nós”. O futuro é o modo de ser de Deus.




Esse também é o modelo de entendimento da Bíblia. A realidade ou o mundo é concebido como história. No entanto, o futuro de Deus nunca é futuro puro, mas é precedido por uma história de promessas e antecipações. Uma promessa é o anúncio de uma realidade que ainda não chegou. A história das tradições de Israel revela um processo de realização e reinterpretação que se altera.


As esperanças são cumpridas, mas não completamente. Anova realidade necessita de uma nova interpretação das esperanças. Em especial, Jesus anunciou a chegada do futuro ao trazer liberdade escatológica ao presente. Temos nos acontecimento da Páscoa um foco de esperança universal.




Cristo é a antecipação do futuro de Deus, especialmente no símbolo da ressurreição. Aqui está a prolepse da realidade do eschaton: a presença do futuro de uma pessoa específica, exclusivamente no Cristo crucificado. (Jürgen Moltmann, Theology and Eschatology, p20.). Ele ressuscitou dos mortos e agora vive no futuro de Deus. Além disso, o evangelho também é prolepse de palavras. O evangelho torna manifesto o significado universal inerente ao evento Cristo. O que aconteceu a ele é “por” todos nós e está à frente de todos nós. Também é o precursor do seu aparecimento universal, pois fica entre sua ressurreição e seu aparecimento em glória. (Jürgen Moltmann, Theology and Eschatology, p.21).




A ressurreção de Cristo é o começo e também a antecipação dalibertação final do mundo. O mundo será transformado. O evangelho não meramente anuncia o fato; realmente intermedia ou produz a esperança. Podemos falar dele como um sacramento da esperança. Visto que Cristo é o futuro trazido para o presente, devemos perguntar, ainda, como ele é presente para nós hoje. Ele está presente de forma verbal e espiritual quando a congregação está comissionada pela Palavra e quanto cumpre sua missão no mundo necessitado. (Jürgen Moltmann, Theology and Eschatology, p.35-36).




A igreja é, pois, chamada amediar a presença de Cristo, que por sua vez media o futuro de Deus. Mas como mediamos essa esperança? Isso não ocorre meramente pela espera passiva ou pelo ato de anunciar aquilo que há de vir.A comunidade tem sido conclamada a levar a efeito esse futuro: “somos obreiros de construção e não apenas intérpretes do futuro, cujo poder, tanto na esperança como na realização, é Deus. Isso significa que a esperança cristã é uma esperança criadora emilitante na história. O horizonte da expectativa escatológica produz aqui um horizonte de intenções éticas que dá significado a iniciativas históricas e concretas” (Jürgen Moltmann, Hope and History,. P.384.)




O cristão é alguém que espera o futuro de Deus e a libertação final do mundo. Ele não pode, poém, aguardar esse futuro de forma passiva; deve buscá-lo, esforçar-se por ele, trazê-lo ao presente. Por se tratar da realidade da esperança e do futuro e sua natureza libertadora e unificante, o futuro de Deus não poderia ser um futuro restrito à igreja ou à alma. Pelo contrário, trata-se de um futuro que a tudo abrange, e que é capaz de mediar a fé às necessidades terrenas.
Assim, oque se torna necessário agora é uma teologia política que procure transformar o mundo inteiro. A ética não é um apêndice à dogmática ou uma consequência da fé. A própria fé tem um contexto messiânico. A esperança cristã deve ser criadora e militante. O reino não permanece simplesmente descansando na expectativa da passagem do tempo, enquanto esperamos por ele e dexamos o presente como está. Devemos trazer o reino à existência.
O grande problema da teologia mais antiga ou cosmológica, que relacionava Deus com o cosmos “lá fora,” é o problema do mal: se Deus é bom e poderoso, como pode existir o mal no mundo? O alvo dessa teologia é a teodiceia, ou seja, a tentativa de justificar Deus. Isso ainda é um problema para a teologia hoje, mas a solução encontra-se numa direção bem diferente. Em vez de reflexão ou contemplação, que gira em torno de explicações, a teologia política, o futuro de Deus é mediado por meio dos poderes do homem de transfomar o mundo. A antiga pergunta – “Por que Deus não faz algo para solucionar o problema do mal no mundo se ele é tão poderoso?” – é mudada para: “Se somos mediadores do futuro de um Deus poderoso e amoroso, o que faremos quanto ao mal no mundo?” (Jürgen Moltmann, Theology as Eschatology, p.46-47.)




Embora não devemos apenas esperar passivamente a chegada de um futuro predeterminado e final, ainda assim, o futuro não é simplesmente alguma coisa que antecipamos como resultado dos nossos esforços. “É irreal antecipar e trabalhar pelo futuro se esse futuro não vier ao nosso encontro” (Jürgen Moltmann, Hope and History, p.385.). Se o futuro for idêntico aos sucessos de nossa atividade, será um futuro patético, pois nossas ações são tão ambíguas quanto nós mesmos, na medida em que somos seres históricos. Movemo-nos em direção ao futuro, e ele se move em direção de nós. O futuro tem valor acima, além do atingido e do atingível, e isso se deriva da ressurreição do Cristo crucificado e se relaciona a ela.




Um número de aspectos altamente recomendáveisaparecem nessa teologia que é, de certa forma, incomum. O primeiro é que toda teologia tem algum tema central e integrante, algum ponto fundamental em torno do qual giram todas as suas partes. Nesse sentido, Moltmann deve ser elogiado por desenvolver a sua teologia de modo explícito e consciente, não acidental.


Esforçou-se por desenvolê-la completamente e não simplesmente como reflexão tardia.
Outra maneira de dizer isso é dizer que Moltmann reconheceu ocaráter orgânico da teologia. Não é meramente uma coletânea de doutrinas, um fardo frouxamente atado de tópicos. Há uma conexão, por exemplo, entre o conceito de Deus e o conceito do homem.




Moltmann enlaçou toda ideia do futuro em sua ética. Logo, acrença e a prática são apenas dois aspectos da mesma verdade, não dois âmbitos separados. O homem é motivado a realizar aquilo que, segundo acredita, acontecerá.




Além disso, Moltmann discerniu a presença penetrante do escatológico na Bíblia, especialmente nos evangelhos e esforçou-se para tratá-la à altura. Como Albert Schweitzer, percebeu que o escatológico interpenetra de tal maneira o restante dos temas do cristianismo, de modo que não é possível destrinça-lo, eliminá-lo ou desconciderá-lo sem que o todo seja arruinado.




No lado negativo, porém, há certos problemas. Em primeiro lugar, embora a escatologia esteja poderosamente presente dentro da Escritura, ela não é o único tema. Do mesmo modo, seria bem possível construir uma teologia orientada primeiramente para os acontecimentos passados da história ou para a atividade passada de Deus. ”Já, mas ainda não” é uma maneira de interpretar a mensagem. “Ainda, mas não mais’ poderia ser igualmente legitimo. Em razão de sua escolha temática, Moltmann teve de ser seletivo em vez de compreensivo, mas fato é que uma teologia deve ser compreensiva.




Em segundo lugar, há certa falta de clareza nessa teologia, precisamente nos pontos em que deve ser mais precisa. Não fica claro, de modo algum, qual deverá ser exatamente a atividade da igreja ou qual será esse efeito humanizante. Há considerável ambiguidade quanto ao fato de a esperança proclamada e conclamada por Moltmann ser ou não deste mundo: se é uma sociedade a ser realizada aqui na terra, se é de outro mundo e qual a extensão disso; se éalgo a ser experimentado depois desta vida em algum reino celeste. Como se apresenta, constitui um chamado bem sustentado e claramente enucidado à igreja para que exerça influência transformadora em nosso mundo, na realização do futuro; mas qual será exatamente esse futuro ou o que a igreja deve fazer são questões que nãoforam esclarecidas.


BIBLIOGRAFIA:

ERICKSON, Millard J. Escatologia: a polêmica em torno do milênio. São Paulo : Vida Nova, 2010. Pg. 53 – 62.

Texto integralmente transcrito.

domingo, 3 de abril de 2011

Descaminhos



Estamos em busca de algo. Não sei o que.

O caminho pelo qual pisamos não nos foram satisfeitos.

Não foram os caminhos pelos quais sonhamos.

Sonhamos com lá, mesmo sabendo que talvez lá nunca chegue, se chegar, corremos o risco de não ser lá que esperavamos ter chegado.


Talvez essa seja a beleza fria e utópica: ter esperança pelo esperado incerto que desejamos.


Melhor seria se tivessemos a esperança do inesperado.

A esperança pelo inesperado nos dá forças para viver sem a esperança que fadiga, pois se esperamos por lá o aqui já não mais satisfaz, nos fazendo desperdiçar aquilo que chamamos de vida.


Pois se a vida for aquilo que esperamos, nos alimentamos de esperanças vazias; nos tornamos balões de festas infantis, cheios de vento e prontos a se tornar ilusão para aqueles que nos enxergam.

Mas se a vida estiver aqui, a esperança não decepciona, pois não esperamos nada mais do que isso, e mesmo que cheguemos lá, seremos muito gratos pelo que temos aqui e agora.

A esperança não subsiste em função daquilo que queremos, nem daquilo que queremos nos tornar ... a esperança existe por si só; na força que não entendemos para continuar na luta diaria do aqui e agora.


É engraçado olhar para trás e ver mais descaminhos do que projetos bem sucedidos.

Será que viver é concluir projetos? Será que viver é estar concluindo etapas após etapas?


Vejo muito mais graça na vida quando a descubro na saudade e nos descaminhos de um Deus soberano que guiou e que guiará minha vida.

A vida é um descaminho, aqui e agora.

Talvez os projetos e planos seriam melhor aplicados para industrias e desnorteados.

Tenho esperança na vida e a vida é tudo que nos sobra ... me parece suficiente para quem vem ao mundo totalmente dependente e nú ...


Se morrer não doi, como disse Cazuza, é porque a vida valeu a pena enquanto se esteve vivo ...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Evidências históricas à cerca de Jesus

Possivelmente a casa do apostolo Pedro - Cafarnaum, Galiléia - Israel
Foto por Marcelo Alexandre

"viveu Jesus, um homem excepcional, porque realizava coisas prodigiosas. Conquistou muitos adeptos entre os judeus e até entre os helenos. Quando, por denúncia dos notáveis, Pilatos o condenou à cruz, os que lhe tinham dado a sua afeição não deixaram de o amar, porque ele apareceu-lhes ao terceiro dia, de novo vivo, como os divinos profetas o haviam declarado. Nos nossos dias ainda não acabou a linhagem dos que, por causa dele, se chamam cristãos." Flavio Josefo - Historiador do primeiro século.

"Nero procurou os culpados e infligiu refinados tormentos àqueles que eram detestados pelas suas abominações e a que a multidão chamava de 'cristãos'. Este nome vem de Cristo, que o procurador Pôncio Pilatos entregou ao suplício." Tácio - historiador romano do século II

"Reúnem-se numa data fixa, antes do nascer do sol, e cantam entre eles um hino ao Cristo como a um deus. Comprometem-se sob juramento a não cometer roubos, assaltos ou adultério, e a nunca abdicarem da fé." Plínio,"o jovem", descrevendo numa carta a Trajano os ritos cristãos.


Textos retirado do livro recentemetne lançado:
Manual de História da Igreja e do Pensamento Cristão. Jorge Pinheiro e Marcelo Santos; Fonte Editorial; 2011.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Quem não brinca não vive



Nessa minha paixão pela vida, me deparei com outra questão interessante: Viver É Reiventar Brincadeira ... Quem não brinca não vive.
Quando pequeno brinquei de muitas coisas.
Brinquei de Pic-Esconde e Pega-pega.
Joguei bola: fui atacante, artilheiro e também já fui goleiro.
Fiz muito gol e também já dei muita bola fora ... brinquei de ser reserva e fui muito torcedor.
Já fui polícia, já fui ladrão. Escalei muro, pulei portão.
Já fui músico, ator, ninja e pintor.
Salvei o "mundo", donzela, amigo e zé ruela.
Bola-de-gude, Pião, skate e brinquei até com brinquedo que não existe...


Adulto quando via criança brincando com garrafa de plástico cheia de água, não entendia que ali estava nossa alegria. Brincava noite e dia. Guerra de água, Day Light e qalquer outra coisa que fazia valer a pena... assim era a vida ... brincar, brincar e brincar.

Quando fui à escola esqueceram de me avisar que aprender e estudar também era brincar. Tive que reiventar: novos amigos e novas brincadeiras.
Fui palhaço, humorista, dramaturgo e roteirista. Fui galã. Modestia à parte: Sedutor exclusivista de deixar mulher na pista. Fui feliz.

Fui caminhando e pude notar que viver e brincar não fazia parte de mundo diferentes. Quanto mais brinco, mais aproveito a vida sorrindo.

Hoje quero continuar brincando, reiventando brincadeiras.

Vou brincar de ser pastor, escritor, ator, músico, produtor para produzir frutos e dar amor.
Vou brincar de ser amigo, marido, filho, pai, cunhado, tio e primo de muita gente.
Na vida a gente nunca para de brincar para viver. A gente deveria viver para brincar.
As pessoas que muito fazem só se dão conta de que estão vivas quando morrem.
Tem gente que vive insatisfeita com a vida. Também não é para menos. Tudo quanto faz, faz com má vontade e sem paixão! Tem que aprender a reiventar.

Brinque de ser advogado, médico, pintor, cineasta, pastor, missionário, e tudo mais que quiser ser! quando a coisa ficar sem graça, reivente a brincadeira!

Na vida a gente encontra muitos parceiros que querem brincar com a gente, fazendo de nossas vidas um viver agradável e feliz. Por outro lado, tem gente que não quer mais brincar. Daí a gente tem que deixar ir e esperar que a vida nos traga outros amigos para brincar com a gente. É muito melhor quando temo um time que gosta do jogo em que se está jogando. Nada pior do que ter em seu time, alguém que não gosta mais do jogo que está jogando! Nesse caso, todos perdem ...

O jeito é viver reiventando brincadeiras. E quando chegar a velhice, brinque ainda mais ... Não acho que a morte seja algo ruim, apenas penso que ela é a cereja no bolo do confeitero. As coisas lindas e belas são finitas e talvez, só são tão marcantes por causa de sua ausência ... E não se esqueça que depois da morte tem muito mais aventura! Muito mais perfeita e com pessoas que sabem se divertir de fato! Deus será o nosso exemplo ...

Por isso vou vivendo ... esperando a próxima brincadeira ... agora fui escritor; depois poeta; compositor; e vamos ver no que dá ... só sei que é assim que eu vivo feliz, pelo menos por enquanto, se ficar chato, reinveto!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O melhor Hobby ...

Apreciar a vida é o melhor hobby que o ser humano poderia ter. Senti-la é um dom e desperdiçá-la é uma insensatez. Apaixonar-se pela vida é uma existência que não cabe em nós, talvez o maior dos amores platônicos ... é como a abundância de água cristalina que corre da cachoeira, passando por entre os dedos e transbordando sem ser essencialmente apreciada, a única coisa que nos cabe é saborear o que apalpamos e contemplar a beleza daquilo que se foi, finito; efêmero, marcando assim, por um instante, e só por um instante, um pedacinho de céu na terra ...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A suficiência na vida cristã




O que dizer da crise existencial de Jó
Da solidão de Paulo
Do pensamento de incapacidade de Timoteo
A insuficiencia do amor de Pedro diante de Cristo
E da dor da angustia do próprio Cristo no Getsemani

Talvez a melhor resposta não seja o que preenche o vazio, mas sim ONDE está o vazio do homem ...

‎"Não é bom que o homem esteja só":essa foi um frase dita por Deus em relação a sua criação num momento em que o pecado ainda não fazia parte da genetica do ser humano ... concordo que se eu fosse Adão me indignaria e dira: " Como assim Deus!!! O Senhor não me é suficienete? Estou aqui com o Senhor, num relacionamento direto e mesmo assim não me basta? ... MAS o detalhe foi que o dizer de que não é bom que o homem esteja só, veio do próprio Criador! ... Pq?

Deus tem um lugar no ser humano que somente Ele preenche, mas não posso dizer que Ele vai ocupar todos os espaços que exitem em nós, simplesmente pelo fato de que Ele criou o seres humanos para se relacionarem uns com os outros ... Deus não vai ocupar o lugar de um marido que bate na esposa, ou do filho que se foi precocemente ... essas coisas são questões que tem lugar em nossas vidas; espaços específicos ... Tanto de judeus quanto de gentios, como dizia Paulo ...rsrs

Como disse um amigo aqui de sampa: Pessoas precisam de Deus e pessoas precisam de pessoas, porque pessoas sem Deus se tornam bichos, e pessoas sem pessoas se tornam demônios:Egos absolutos; deuses de si mesmos.

É fácil chegar para as pessoas e dizer que Deus é a solução para o vazio dela, na verdade, Deus é um grande companheiro, Amigo, e o melhor consolador, mas temos que compreender que a solidão que Paulo sentia na prisão marmetina, pedindo a timoteo que levasse os livros e a capa, era um reflexo de sua falta, seu vazio ... quantas não foram as vezes me que Paulo não sentiu a falta de estar com os irmãos de igrejas distantes ... e por ai vai ... O rei Davi quando perdeu seu filho ... essas coisas, ao meu entender, fazem parte do vaiziu humano, que somente o ser humano pode sentir. Por isso Cristo veio a nossa imagem, acabou experimetnando o sofrimento humano ... chorou, sofreu, sentiu falta, sangrou e até o vaziu do pecado sentiu na hora da Cruz ... pecados esses que foram colocados sobre Ele pelas nossas culpas ...

Em fim ... os cristãos tem o privilégio de viver um grande paradoxo em suas vidas ... Encontram em Deus a paz que somente Ele dá, mas tb o vazio que trazemos conosco na natureza adâmica ... em Cristo, o Novo Adão (Rm 5), temos nossas esperanças renovadas e que um dia esse vaiziu não mais existirá, pela fé, e encontramos a graça, que nos basta, mesmo no vazio ou na plenitude ... Estar satisfeito em Cristo não é ser pleno, mas contente com aquilo que Ele nos deu ...

Grande abraço

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Só para escrever ...

Já tentei escrever sobre alguns temas, mas acabei desistindo no meio do caminho porque não achei legal. Mas entendo que não posso parar de praticar a escrita. Acredito que isso faz bem.

Cristianismo relevante. Como é dificil estar cada vez mais contente com a prática cristã nesse mundo. Inclusive a minha! Como é dificil ao ser humano fazer a vontade de Deus! Inclusive como é dificil saber qual é A vontade de Deus ... tenho certeza que para muitos espirituais a vontade de Deus seja tão clara quanto um papel em branco ... mas confesso que tenho visto muito a mão de Deus e Sua compania quando olho para trás.

Posso ver Deus cuidando de mim e por mais decisões erradas que venhamos a tomar, percebi que Ele é um Deus soberano. Com isso, posso entender que olhar para frente não tem problema, venha o que vier, Deus estará presente quando eu olhar para trás. Com isso posso entender que ao dar meus passos hoje, através da fé, posso descansar. Ainda que não veja e que meus sentimentos sejam totalmetne contrarios ao que gostaria de sentir, sei que Deus cuida de mim.

Deus não vê como os homens vê. Ele nos entende melhor do que a nós mesmos. Nossos medos, anseios, lutas e crises pessoais ... Deus cuida de nós ainda que não possamos sentir. Ele está aqui do nosso lado. Seu olhar é tão maravilhoso que não podemos imaginar como seria capaz de existir algo tão lindo.

Jesus, O Melhor Amigo! nos ajuda e nos corrige. Como não amar a Deus! e se amamos como também não buscamos nos relacionar com Ele! Sua existencia é real para alguns e palpavel para outros ... Deus é maravilhoso e é necessario que um Deus como Ele seja adorado.

A paz consiste em fazer a vontade de Deus, fazer o que é certo, ao menos ter o desejo de fazer...

O que mais anseio é que Deus venha e me liberte desse corpo corruptivel para viver com Ele sem que MINHAS vontades interfiram nas vontades dele para mim.

Jesus: Não há outro igual!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Para refletir ...



Vai passar
Esse meu mal estar
Esse nó na garganta
Deixe estar...
O próprio tempo dirá
Água demais mata a planta

Tudo que é muito, é demais
Peço: me perdoe a redundância
Entrelinhas só quero lembrar
Que a terra fértil um dia se cansa
É uma questão de esperar
Relógio que atrasa não adianta
E o remédio que cura
Também pode matar
Como água demais mata a planta

Letra da música por Aluizio Machado
Música: Minha Filosofia / Casuarina

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Christian: The Lion

Isso é muito legal!!!

Aos regenerados pecadores ...

Por Ariovaldo Ramos

“... nada nem ninguém vai fazer Deus deixar de amar você. E nenhum sofrimento significa que Deus está amando você menos. Nem mesmo, os sofrimentos que você mesmo provocou. Nada vai fazer Deus amar você menos.
Então é isso o que o Paulo disse (Romanos 8).

O que fala de você não é o que você sente ou o que você sofre, mas é o que Deus está fazendo em você. E aquele que começou essa obra em você, não vai parar. Ele não vai parar, até completar tudo que determinou que ia fazer na sua vida. Acredita nisso!

O cristão vive baseado nas possibilidades do Espírito e não nas limitações da sua falibilidade. O cristão vive baseado no Espírito, não nas limitações do seu corpo. O cristão vive baseado no que o Espírito Santo está fazendo, nas possibilidades do Espírito, não na fragilidade da sua alma.

A sua dor; o seu sofrimento, não falam de você, assim como o seu sofrimento não quer dizer que Deus não ama mais você. Quer dizer que o espírito santo está gemendo por você. Jesus entendeu o Espírito, está falando com o Pai e o Pai vai fazer você mais forte do que isso. E você vai sair dessa. E fica tranqüilo, não tem mais nenhuma condenação sobre você.

O principio ativo que atua em você agora é outro. Não é mais o do pecado e da morte. Agora é o do Espírito da vida. Você não precisa mais ter medo. Você não precisa ter medo nem mesmo das suas falhas. Em qualquer situação você pode chamar pelo Pai. Abba, Pai. Pai querido. Você pode chamá-lo, porque a comunhão entre você e o Pai, não pode ser afetada. Isso é Romanos 8.E eu queria deixar Romanos 8 com você.

Que Deus o abençoe. Amem.”

Retirado da mensagem de áudio: A vitória sobre a condenação em todos os sentidos.
http://ariovaldoramosblog.blogspot.com/p/pregacoes-audio.html

O Amigo

Por Sergio Lopes



O amigo que eu encontrei me surpreendeu
Quando todos me deixaram Ele me acolheu
E sarou minhas feridas, das algemas me livrou
Lhe falei do meu dilema e Ele me escutou

Lhe falei do meu passado e me perdoou
Isso teve um alto preço que Ele já pagou
Me mostrou as mãos feridas por amor de muitas vidas
E uma dessas muitas vidas era eu

Quem nesse mundo amor tão grande pode ter
De entregar a própria vida sem temer?
Quem já sentiu a dor de ser cravado em uma cruz
Pagando pelos erros que não cometeu?

E olhar nos olhos de quem tanto mal lhe fez
E sem ressentimento oferecer perdão
Quem pode ser melhor amigo que O Senhor
Que pelo servo a própria vida renunciou?
Quem pode ser melhor amigo que O Senhor
Que pelo servo a própria vida renunciou?

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Missão integral e Missão Transcultural

Por C. Rene Padilha
O entendimento tradicional da missão, que tomou forma no movimento missionário moderno especialmente a partir do final do século 18, concebia missão essencialmente em termos geográficos: era quase sempre atravessar as fronteiras geográficas com o propósito de levar o evangelho desde o “mundo ocidental e cristão” aos “campos missionários” do mundo não cristão (os países pagãos). Falar de missão era falar de missão transcultural, para salvar almas e plantar igrejas, principalmente no exterior. Os agentes dessa missão eram primordialmente os missionários estrangeiros que se sentiam chamados por Deus para o campo missionário.
Apesar das deficiências desse conceito de missão, devemos ser gratos pelo labor desses missionários tradicionais (a Deus seja a glória). Entretanto precisamos reconhecer que o fato de identificarmos a missão da igreja com o modelo de missão transcultural, deu lugar a pelo menos quatro tipos de dicotomias que têm afetado a igreja negativamente:

1) entre igrejas que enviam missionários (a maioria no mundo ocidental cristão) e igrejas que recebem missionários (quase que exclusivamente nos países do chamado Terceiro Mundo: Ásia, África e América Latina);

2) entre o “lar”, localizado em algum país do “mundo ocidental” e o “campo missionário”, localizado em algum país pagão;

3) entre os missionários chamados por Deus a servir e cristãos comuns, que podem desfrutar dos benefícios da salvação, mas estão exonerados de participar no que Deus faz no mundo;

4) entre a vida e a missão da igreja.

Todas essas dicotomias vinham da redução da missão a um esforço missionário transcultural. E como conseqüência delas, a missão era primordialmente da evangelização que levavam a cabo os missionários enviados de países cristãos aos campos missionários do mundo, com a qual cumpriam representativa ou vicariamente a tarefa missionária de toda a igreja.

Já a missão integral entende que a missão pode ou não envolver a travessia de fronteiras geográficas, mas tem a ver primordialmente com a travessia da fronteira entre a fé e a não-fé, seja em casa ou no exterior, em função do testemunho sobre Jesus Cristo como Senhor da totalidade da vida e de toda a criação. Cada geração de cristãos em todo lugar recebe o poder do Espírito que torna possível o testemunho do evangelho “tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, até os confins da terra” (At 1.8). Então, cada igreja, seja qual for sua localização, está chamada a participar na missão de Deus — uma missão que tem alcance local, regional e mundial — começando em sua própria “Jerusalém”. Para cruzar a fronteira entre a fé e a não-fé, o cruzamento de fronteiras geográficas é fator secundário. O compromisso com a missão está na essência do ser igreja e esta se compromete de fato com a missão quando se propõe a comunicar o evangelho mediante tudo o que “é, faz e diz”. É a encarnação dos valores do reino de Deus e testificar do amor e da justiça revelados em Jesus Cristo, no poder do Espírito Santo, em vistas da transformação da vida humana em todas as suas dimensões, tanto pessoais quanto comunitárias.

O cumprimento desse propósito pressupõe que todos os membros da igreja, apenas pelo fato de terem sido integrados ao Corpo de Cristo, recebem dons e ministérios para o exercício de seu sacerdócio, para o qual foram “ordenados” mediante seu batismo. A missão não é responsabilidade e privilégio de um pequeno grupo de fiéis que se sintam chamados ao campo missionário, e sim de todos os membros, já que formam o “sacerdócio real” e foram chamados por Deus “para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pe 2.9) onde quer que se encontrem.

Concebido nesses termos, este “novo paradigma para a missão” não é tão novo: é, na verdade, uma recuperação do conceito bíblico de missão, já que, de fato, a missão é fiel ao ensino das Escrituras na medida em que se coloca a serviço do reino de Deus e sua justiça. Conseqüentemente, põe-se o foco no cruzamento da fronteira ente a fé e a não-fé não somente em termos geográficos, mas também em termos culturais, étnicos, sociais, econômicos e políticos com o fim de transformar a vida em todas as suas dimensões, segundo o propósito de Deus, de modo que todas as pessoas e comunidades humanas experimentem a vida abundante que Cristo lhes oferece.

Assim, a missão integral resolve as dicotomias mencionadas das seguintes maneiras:

1) Pelo menos em princípio, todas as igrejas enviam e todas as igrejas recebem. Todas as igrejas possuem algo para ensinar e algo para aprender das outras. O caminho que a missão segue não é de um só sentido — dos países “cristãos” aos “pagãos” — , é um caminho de mão dupla;

2) Todo o mundo é campo missionário, e cada necessidade humana é uma oportunidade de ação missionária. A igreja local é chamada a manifestar o reino de Deus em meio aos reinos do mundo não somente pelo que diz, mas também pelo que é e por tudo o que faz em resposta às necessidades humanas ao seu redor;

3) Todo cristão está chamado a seguir a Jesus Cristo e a comprometer-se com a missão de Deus no mundo. Os benefícios da salvação são inseparáveis de um estilo de vida missionário, e isto implica, entre outras coisas, o exercício do sacerdócio universal dos crentes em todas as esferas da vida humana segundo os dons e ministérios que o Espírito de Deus outorgou livremente ao seu povo;

4) A vida cristã em todas as suas dimensões, no nível pessoal e comunitário, é o testemunho primordial da soberania universal de Jesus Cristo e do poder transformador do Espírito Santo. A missão é muito mais do que palavras: tem a ver com qualidade de vida – se demonstra na vida que recupera o propósito original de Deus para a relação do ser humano com o Criador, com o próximo e com a criação.

Em conclusão, a missão integral é o meio designado por Deus para levar a cabo na história, por meio da igreja e no poder do Espírito, seu propósito de amor e justiça revelado em Jesus Cristo.

(Texto traduzido por Fabricio Cunha e Ricardo Wesley Borges.)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Ser diferente e fazer a diferença em tempos de aflição



"O Justo passa por muitas adversidades, mas o Senhor o livra de todas"

1º O Justo passa por adversidades

Coisas ruins acontecem às pessoas boas
Pessoas boas sofrem
Os sofrimentos, lutas e adversidades não vem por causa das nossas ações, mas sim por um própósito de Deus.

(OBS: O ministerio pastoral adverte: pecado traz consequencias para nossa realidade física.)

1Pedro 4.12,13
João 16.33 "... no mundo tereis aflições...)

2º É o Senhor quem os Livra

Muitas pessoas buscam dar jeitinhos em tempos de dificuldades e de lutas, o que acaba deixando a pessoa mais enrolada.

Muitas pessoas buscam curar diabetes comendo doce, isto é, buscam aliviar suas dores em coisas que acabam as matando, tais como drogas, alcool, sexo, e coisas mais que
escravisam o ser humano.
Em Salmo 127.1,2 vemos que se não for o Senhor quem edifica e dá estrutura para nossas casas, inutil é labutar na vida, pois nada é tão forte para nos sustentar como o Senhor.

Busque em Deus sua solução


3º Há uma saída

Eu não sei qual é o seu problema hoje. Não sei por qual luta, adversidade e nem quais são os seus sofrimentos.

Eu também não sei qual é a solução para eles
Mas entanda que há uma saída para todos eles, e como ja vimos ela começa em Deus!

Mas posso dar uma dica: PERSEVERE

Na perseverança há vitória.

Muitas são as tentativas de Satanás para fazer você extraviar do caminho que Deus tem para você. E sabemos que esse caminho é um caminho de vida, e uma vida de qualidade.

Pare e analise quais são as circunstâncias que tem feito com que você perca o foco da vida de qualidade que Deus tem para você.
Em Lucas 8.15 tem um detalhe que nos ensina que é na perseverança que há o frutificar!

E é no frutificar que haverá a diferença de Deus em sua vida.

Portanto persevere! Saiba que se você tem caminhado com Deus não são por causa das suas atitudes que você está em dificuldade. Coisas ruins acontecem às pessoas boas com um propósito! Lembre-se de que Deus é quem está interessado em ser o seu fundamento inabalável em sua vida e quer te dar forças para continuar. E saiba que há uma saída. É na perseverança que você irá comtemplar o livramento de Deus.


Que Deus abençoe sua vida! Hoje e sempre!
Grande abraço

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Ironias do cotidiano

Vi algumas reportagens hoje que me deixaram com vontade de fazer alguns comentarios que julgo ser interessante.

DESEMPREGO É O MENOR EM OITO ANOS, dizia em destaque a pagina do IG. Pronto galera agora ta tudo resolvido! Assim como os descasos em hospitais públicos, na educação, na segurança pública, no STF e claro, com a previdência do nosso país!

Fico encantado com o otimismo de nossas manchetes.

E por falar em segurança pública, podemos observar como a milicia do trafico no Rio é muito mais organizada que nossas polícias. Diferentemente da força pública, o que eles querem, eles realmente fazem! É um incendio atrás do outro!

Dei hoje um pulo na pagina do nosso excomungado Paulo Henrique Amorim e lá vi uma manchete muito interessante!: "Abdelmassih pega 278 anos. Gilmar deixa ele solto". Não sei o que é pior: se ter leis que abrem rombos para a atuação de advogados pilantras ou se ter um presidente do STF (Gilmar Mendez) que não tem senso de jsutiça. Talvez devessemos viver como cantava o nosso saudoso profeta, Raul Seixas: viver como cauboys fora da lei, assim talvez seríamos mais justos.

Outra questão interessante também foi ver a nossa nova equipe econômica da gestão presidencial da Dilma. Eles se esquivaram das bombas que corriam pelo congresso e jogaram outras novas. Disseram eles que "elegeram como alvos fiscais os aposentados, o salário mínimo, o Judiciário e os policiais", pois eram prioritarios ... JUDICIÁRIO???? Os caras tavam pedindo 56% de reajuste! CINQUENTA E SEIS POR CENTOOOOOOO! Chama o Dno. Izildo pra mim por favor ... cansei.

Uma coisa é você lutar pelo reajuste salarial das verdadeiras prioridades, tais como foram citadas, mas 56% do judiciário, ai já é querer me provocar. Hoje eles acordaram e falaram "eu vou esculhambar a vida desse muleque" ...

That's the way the life is going by ...


http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=26487778
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/11/23/abdelmassih-pega-278-anos-gilmar-deixa-ele-solto/

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Para refletir ...




Cash Money

Going, my boat's leaving today.
Gonna get down to the water,
Gonna wash these blues away.
Man this city's taken too much from me,
Gonna head out to the country,
Find a place where i can breathe.
I've been working 9 to 5,
Trying to lead a gracious life,
But my hard work only ever went to keeping me in strife.
Gonna take another road.
Gonna find myself some soul.
Gonna do my best in every way,
To pay attention as i go.


Cash money,
Aint got no use for you.
Unless you can buy me true love.And it's funny,
How many time's they've proved,
That the only true fortune you can save,
Is the truth.


Slowly, time keeps slipping away.
Leaves still change their colours,
Prophets lay still in their graves.
Erasing all our liberties.
Gonna take this axe, apply it,
Chop injustice at its knees.
The fundamental laws,
Of suffering and of its cause,
Man they lay in being human.
Everybody has their flaws.
What if we could overcome,
Insecurity for love ?
Fear for empathy ?
Education in place of push and shove ?


Troque Dinheiro

Estou indo, meu barco está partindo hoje.
Vou cair na água,
Vou tirar essa tristeza fora.
Cara, essa cidade levou muito de mim,
Vou embora do país,
Achar um lugar onde eu possa respirar.
Eu tenho trabalhado das 9 a 5,
Tentando conduzir uma vida cortesã,
Mas meu trabalho duro só foi para me manter em discussão.
Vou pegar outra estrada.
Vou achar em mim mesmo alguma alma.
Vou dar o meu melhor em tudo,
E prestar atenção como eu vou.


Troque dinheiro,
E não use para você.
A menos que você possa me comprar um amor verdadeiro
Cara, é engraçado,
Quanto tempo eles têm provado,
Que a única fortuna verdadeira que você pode salvar,
É a verdade.


Lentamente, o tempo continua indo
Folhas mudam de cores,
E os profetas ainda deitam nas suas sepulturas.
Apagando todas nossas liberdades.
Vou levar este machado
E cortar a injustiça.
As leis fundamentais,
De sofrimento e de causa.
Cara, eles estão sendo humanos leigos.
Todo mundo tem falhas.
Se pudéssemos superar,
Insegurança para amor?
Medo para empatia?
Educação em lugar de empurrão?

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Para entender o amor

Para entender o amor é preciso ter olhos de pescador.

O que é um rio?
Embora essa pergunta pareça uma pergunta imbecil, os desdobramentos que ela pode nos levar são no mínimo interessantes. Vejamos.

Imaginemos um lindo rio a beira da estrada. Pela estrada passeavam três pessoas: Um empresário atrasado para uma reunião do outro lado da cidade; um fotógrafo e um pescador que caminhava em direção do rio para pescar.

Para o empresário que passaou por aquele trecho com pressa, quase não pode notar à beira da estrada um rio, pelo qual passava sobre pontes entre hora e outra. Seu foco estava na reunião; jamais pararia para apreciar aquela vista atipica para um cidadão que vivia em uma cidade grande em meio a negócios e milhões que corria de uma conta bancária à outra.

Mas para o fotógrafo o rio era muito mais do que nada. Ele pode viajar e vislumbrar as lindas paisagens que aquele lindo rio lhe oferecera e que talvez nunca mais teria uma outra oportunidade para sua produção fotográfica.

E para o pescador foi incrivelmente diferente. Era daquele rio que ele tirava o sustento para seus familiares. Durante a pescaria, que levava algumas horas, ele apreciava a vida que estava ao seu redor. Olhava os passáros, os peixes e as águas que iam para nunca mais voltar. Era naquele momento que o pescador parava para meditar no sermão que levaria para a pequena congregação de qual era pastor.

O que é um rio? Hoje eu digo com toda certeza: A definição do rio vai depender totalmente de quem vem a resposta!

Já tentei e busco até hoje uma definição para o amor. Sei que estou longe de uma definição, se é que ela exista. Mas também sei que para compreende-lo terei de observar bem de onde ele vem. Terei de observar bem de onde vem o afeto para saber de fato se o mergulho no rio vai valer a pena ou não.

Dizem que o amor é eterno. Eu me pergunto se amores são enternos.

Como dizia Heráclito de éfeso: "Não se pode percorrer duas vezes o mesmo rio e não se pode tocar duas vezes uma substância mortal no mesmo estado; por causa da impetuosidade e da velocidade da mutação, esta se dispersa e se recolhe, vem e vai."

Assim como não se percorre duas vezes o mesmo rio devido as suas mudanças e transformações. Assim também acredito que no deccorrer da vida muitas vezes o amor se transforma. Suas linguagens, apresentações e fantasias. O amor muda as formas de amar.

Da juventude para a maturidade muitos amores vão acontecer, quiça pela mesma pessoa!

A única maneira de não perder suas oportunidade de amar é amando a cada instante. Se apaixonar pelo rio varias vezes, como se fosse a primeira vez. Para entender o amor é preciso ter o olhar do pescador toda vez que encontra o mesmo rio diferente.

Grande abraço!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Sobre Casamento e Amor



Por Ed René Kivitz

Não é bom que o homem esteja só.
Far-lhe-ei uma companheira
que lhe seja suficiente.
Gênesis 2.18

Venho me perguntando o que faz as pessoas optarem pelo casamento se contam com outras alternativas para a vida a dois. A justificativa mais comum para o casamento é o amor. Mas devemos considerar que amor é uma experiência cuja definição está em xeque não apenas pela quantidade enorme de casais que "já não se amam mais", como também pelo número de pessoas que se amam, mas não conseguem viver juntas.

Talvez por estas duas razões - o amor eterno enquanto dura e o amor incompetente para a convivência - nossa sociedade providenciou uma alternativa para suprir a necessidade afetiva das pessoas: relacionamentos temporários em detrimento do modelo indissolúvel. Mas, mesmo assim, o número de pessoas que optam pelo casamento em sua forma tradicional, do tipo "até que a morte vos separe" cresce a cada dia.

Acredito que existe uma peça do quebra cabeça que pode dar sentido ao quadro. Trata-se da urgente necessidade de desmistificar este conceito de amor que serve de base para a vida a dois. Afinal de contas, o que é o amor conjugal? Para muitas pessoas, o amor conjugal é confundido com a paixão. Paixão é aquela sensação arrebatadora que nos faz girar por algum tempo ao redor de uma pessoa como se ela fosse o centro do universo e a única razão pela qual vale a pena viver. Esta paixão geralmente vem acompanhada de uma atração quase irresistível para o sexo, e não raras vezes se confunde com ela. Assim, palavras como amor, paixão e tesão acabam se fundindo e tornando-se quase sinônimas.

Este conceito de amor justifica afirmações do tipo "sem amor nenhum casamento sobrevive", "sem paixão, nenhum relacionamento vale a pena", "é o sexo apaixonado que dá o tempero para o casamento".

Minha impressão é que todas estas são premissas absolutamente irreais e falsas. Deus justificou a vida entre homem e mulher afirmando que não é bom estar só. Nesse sentido, casamento tem muito pouco a ver com paixão arrebatadora e sexo alucinante. Casamento tem a ver com parceria, amizade, companheirismo, e não com experiências de êxtase. Casamento tem a ver com um lugar para voltar ao final do dia, uma mesa posta para a comunhão, um ombro na tribulação, uma força no dia da adversidade, um encorajamento no caminho das dificuldades, um colo para descansar, um alguém com celebrar a vida, a alegria e as vitórias do dia-a-dia. Casamento tem a ver com a certeza da presença no dia do fracasso, e a mão estendida na noite de fraqueza e necessidade. Casamento tem a ver com ânimo, esperança, estímulo, valorização, dedicação desinteressada, solidariedade, soma de forças para construir um futuro satisfatório. Casamento tem a ver com a certeza de que existe alguém com quem podemos contar apesar de tudo e todos ... a certeza de que, na pior das hipóteses e quaisquer que sejam as peças que a vida possa nos pregar, sempre teremos alguém ao lado.

Nesse sentido, não é certo dizer que sem amor nenhum casamento sobrevive, mas sim que sem casamento nenhum amor sobrevive. Não é certo dizer que sem paixão, nenhum relacionamento vale a pena, mas sim que sem relacionamento nenhuma paixão vale a pena. Não é o sexo apaixonado que dá o tempero para a vida a dois, mas a vida a dois que dá o tempero para o sexo apaixonado. Uma coisa é transar com um corpo, outra é transar com uma pessoa. Quão mais valiosa a pessoa, mais prazeroso e intenso o sexo. Quão menos valorizada a pessoa, mais banal a transa.

Assim, creio que podemos resumir a vida a dois, entre homem e mulher, conforme idealizada por Deus, em três palavras que descrevem um casal bem sucedido...

Um casal bem sucedido é um par de amantes.

Um casal bem sucedido é um par de amigos.

Um casal bem sucedido é um par de aliados.

São três letras A que fornecem a base de uma relação duradoura. Amante se escreve com A. Amigo se escreve com A. Aliado se escreve com A. E não creio ser mera coincidência o fato de que todas as três, amante, amigo e aliado, se escrevem com A... A de AMOR.

Fonte: http://www.ibab.com.br/artigos.php?id=12

sábado, 30 de outubro de 2010

A Solidão Amiga

Por Rubem Alves.

A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão... O que mais você deseja é não estar em solidão...

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir, música... Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa... Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão... A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro A chama de uma vela, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxoleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis“. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: “Como se comporta a Sua Solidão?“ Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.“ Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

Como é que a sua solidão se comporta? Ou, talvez, dando um giro na pergunta: Como você se comporta com a sua solidão? O que é que você está fazendo com a sua solidão? Quando você a lamenta, você está dizendo que gostaria de se livrar dela, que ela é um sofrimento, uma doença, uma inimiga... Aprenda isso: as coisas são os nomes que lhe damos. Se chamo minha solidão de inimiga, ela será minha inimiga. Mas será possível chamá-la de amiga? Drummond acha que sim:

“Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.!“

Nietzsche também tinha a solidão como sua companheira. Sozinho, doente, tinha enxaquecas terríveis que duravam três dias e o deixavam cego. Ele tirava suas alegrias de longas caminhadas pelas montanhas, da música e de uns poucos livros que ele amava. Eis aí três companheiras maravilhosas! Vejo, frequentemente, pessoas que caminham por razões da saúde. Incapazes de caminhar sozinhas, vão aos pares, aos bandos. E vão falando, falando, sem ver o mundo maravilhoso que as cerca. Falam porque não suportariam caminhar sozinhas. E, por isso mesmo, perdem a maior alegria das caminhadas, que é a alegria de estar em comunhão com a natureza. Elas não vêem as árvores, nem as flores, nem as nuvens e nem sentem o vento. Que troca infeliz! Trocam as vozes do silêncio pelo falatório vulgar. Se estivessem a sós com a natureza, em silêncio, sua solidão tornaria possível que elas ouvissem o que a natureza tem a dizer. O estar juntos não quer dizer comunhão. O estar juntos, frequentemente, é uma forma terrível de solidão, um artifício para evitar o contato conosco mesmos. Sartre chegou ao ponto de dizer que “o inferno é o outro.“ Sobre isso, quem sabe, conversaremos outro dia... Mas, voltando a Nietzsche, eis o que ele escreveu sobre a sua solidão:

“Ó solidão! Solidão, meu lar!... Tua voz – ela me fala com ternura e felicidade! Não discutimos, não queixamos e muitas vezes caminhamos juntos através de portas abertas. Pois onde quer que estás, ali as coisas são abertas e luminosas. E até mesmo as horas caminham com pés saltitantes.

Ali as palavras e os tempos
poemas de todo o ser se abrem diante de mim. Ali todo ser deseja transformar-se em palavra, e toda mudança pede para aprender de mim a falar.“

E o Vinícius? Você se lembra do seu poema O operário em construção? Vivia o operário em meio a muita gente, trabalhando, falando. E enquanto ele trabalhava e falava ele nada via, nada compreendia. Mas aconteceu que, “certo dia, à mesa, ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção ao constatar assombrado que tudo naquela casa – garrafa, prato, facão – era ele que os fazia, ele, um humilde operário, um operário em construção (...) Ah! Homens de pensamento, não sabereis nunca o quando aquele humilde operário soube naquele momento! Naquela casa vazia que ele mesmo levantara, um mundo novo nascia de que nem sequer suspeitava. O operário emocionado olhou sua própria mão, sua rude mão de operário, e olhando bem para ela teve um segundo a impressão de que não havia no mundo coisa que fosse mais bela. Foi dentro da compreensão desse instante solitário que, tal sua construção, cresceu também o operário. (...) E o operário adquiriu uma nova dimensão: a dimensão da poesia.“

Rainer Maria Rilke, um dos poetas mais solitários e densos que conheço, disse o seguinte: “As obras de arte são de uma solidão infinita.“ É na solidão que elas são geradas. Foi na casa vazia, num momento solitário, que o operário viu o mundo pela primeira vez e se transformou em poeta.

E me lembro também de Cecília Meireles, tão lindamente descrita por Drummond:

“...Não me parecia criatura inquestionavelmente real; e por mais que aferisse os traços positivos de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me a impressão de que ela não estava onde nós a víamos... Distância, exílio e viagem transpareciam no seu sorriso benevolente? Por onde erraria a verdadeira Cecília...“

Sim, lá estava ela delicadamente entre os outros, participando de um jogo de relações gregárias que a delicadeza a obrigava a jogar. Mas a verdadeira Cecília estava longe, muito longe, num lugar onde ela estava irremediavelmente sozinha.

O primeiro filósofo que li, o dinamarquês Soeren Kiekeggard, um solitário que me faz companhia até hoje, observou que o início da infelicidade humana se encontra na comparação. Experimentei isso em minha própria carne. Foi quando eu, menino caipira de uma cidadezinha do interior de Minas, me mudei para o Rio de Janeiro, que conheci a infelicidade. Comparei-me com eles: cariocas, espertos, bem falantes, ricos. Eu diferente, sotaque ridículo, gaguejando de vergonha, pobre: entre eles eu não passava de um patinho feio que os outros se compraziam em bicar. Nunca fui convidado a ir à casa de qualquer um deles. Nunca convidei nenhum deles a ir à minha casa. Eu não me atreveria. Conheci, então, a solidão. A solidão de ser diferente. E sofri muito. E nem sequer me atrevi a compartilhar com meus pais esse meu sofrimento. Seria inútil. Eles não compreenderiam. E mesmo que compreendessem, eles nada podiam fazer. Assim, tive de sofrer a minha solidão duas vezes sozinho. Mas foi nela que se formou aquele que sou hoje. As caminhadas pelo deserto me fizeram forte. Aprendi a cuidar de mim mesmo. E aprendi a buscar as coisas que, para mim, solitário, faziam sentido. Como, por exemplo, a música clássica, a beleza que torna alegre a minha solidão...

A sua infelicidade com a solidão: não se deriva ela, em parte, das comparações? Você compara a cena de você, só, na casa vazia, com a cena (fantasiada ) dos outros, em celebrações cheias de risos... Essa comparação é destrutiva porque nasce da inveja. Sofra a dor real da solidão porque a solidão dói. Dói uma dor da qual pode nascer a beleza. Mas não sofra a dor da comparação. Ela não é verdadeira.

Mas essa conversa não acabou: vou falar depois sobre os companheiros que fazem minha solidão feliz.

(Correio Popular, 30/06/2002)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Vida e Espiritualidade


A vida poderia ser mais simples. Tão simples quanto meus pensamentos. Viver num contentamento mesmo descontente. Ou pelo Menos dentro daquilo que acho que seria bom para cada um de nós. O nosso mundo particular. O paraíso para todos que vive dentro de todos nós.


A vida não pede licença e os fatos são que nada é um mar de rosas, embora as rosas também sejam fatos. Haverá dias de trevas e dias de luz. E haverá trevas e luz num dia só. Como ficam os céus nesses dias? Se as coisas são definidas como dias de sol e dias de chuva, como definir quando os dois resolvem fazer um dueto?

Nada é o que parece e nem tudo se explica numa só sentença. As dores só conhece quem sente ...

O mundo está do avesso e viver com a coerência que me pedem é insuportável. Assassinaram o talento e o sepultaram em lugar sagrado. Os santos se profissionalizaram e a fé foi institucionalizada. Onde eu poderia encontrar uma verdadeira espiritualidade? Por mais que eu procure torno a encontra-la no inesperado. Da confissão dos grandes líderes para os passos dos pequeninos ...

O mundo pede utopias e nós a oferecemos ... onde está o erro?

É chegado o Reino de Deus! ...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sobre a verdade

A verdade pode ser ignorada, omitida e até mesmo relativizada por alguns, mas uma vez encontrada, ela jamais poderá ser contestada em sua essência. As coisas são o que são e os fatos são inalterantes em sua existência, pois se assim os fossem, já não seriam fatos, seriam argumentos e a verdade não mais existiria.

In Christ alone


In Christ alone my hope is found
He is my light, my strength, my song
This Cornerstone, this solid ground
Firm through the fiercest drought and storm
What heights of love, what depths of peace
When fears are stilled, when strivings cease
My Comforter, my All in All
Here in the love of Christ I stand


In Christ alone, who took on flesh
Fullness of God in helpless babe
This gift of love and righteousness
Scorned by the ones He came to save
‘Til on that cross as Jesus died
The wrath of God was satisfied
For every sin on Him was laid
Here in the death of Christ I live


There in the ground His body lay
Light of the world by darkness slain
Then bursting forth in glorious Day
Up from the grave He rose again
And as He stands in victory
Sin’s curse has lost its grip on me
For I am His and He is mine
Bought with the precious blood of Christ


No guilt in life, no fear in death
This is the power of Christ in me
From life’s first cry to final breath
Jesus commands my destiny
No power of hell, no scheme of man
Can ever pluck me from His hand
‘til He returns or calls me home
Here in the power of Christ I’ll stand

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Os hereges sentem febre

Hoje me lembrei de quando estive lado a lado com um primo que estava entre a vida e a morte num leito de hospital. Após uma longa disputa entre o fim de um romance ou a continuação de um drama, lembro-me de uma noite em que ele estava com febre, e como de costume, fiquei preocupado. Logo os enfermeiros me acalmaram e disseram que a febre que o paciente sentia, no caso dele, era muito bom, pois mostrava que o organismo estava reagindo. Dias depois meu primo surpreende a todos e sai andando pelos corredores do hospital, onde meses atrás adentrara em estado de choque, quase em obto.

Ao mesmo tempo compreendia a febre como algo ruim, fora do estado normal de saúde, também pude entender que uma reação febril é algo que nos dá indicios de saúde.

Engraçado que enquanto vivemos lutamos para não ficar com febre, pois febre é coisa de doente. Tem gente que pensa que pelo fato de não sentir febre está saudável. O único que tem o direito de não sentir febre é Deus. Ele não precisa ser avisado quando algo está errado. Mas é engraçado como insistimos em avisá-lo, nos tornando assim, a febre de Deus. Chega a soar graça: nós somos a febre de Deus! Nos preocupamos mais com a saúde de Deus do que com a nossa febre.

Pela nossa falta de febre, acabamos nos acostumando com as coisas erradas e ruins que adentram em nosso organismo. Febre é coisa do diabo, dizem os sábios. Quem tem febre é herege. E com isso a comodidade, de mãos dadas com a conveniência, vieram.

Sendo herege ou não, sinto que estou febril, e o que ela me mostra é que algo está errado com aquilo que tem adentrado em meu organismo. Os antibióticos do passado já não fazem mais efeitos ... preciso de novidade, algo que não seja simplesmente da boca para fora, mas que seja eficiente em nossa essência, em nossas raízes.

Conversando com um amigo neste final de semana ele me disse algo mais ou menos assim que me soou como uma nova receita médica: "quando o espírito fica maior do que o corpo, a religiosodade não é suficiente"; e tenho que confessar que estou de pleno acordo.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

"O Filho do Hamas"

"Convertido ao cristianismo, ele acredita que sua mensagem, o amor ao inimigo, é a única forma de superar a violência no oriente médio" Entrevista com Jorge Pontual, Gobo News.

PART I


PART II


PART III


"Se o meu povo luta por autonomia e liberdade, precisa entender os fundamentos da autonomia e liberdade para poder alcançá-las. Como eles podem lutar por algo que não entendem como é ou como é ter isso. Eles precisam ter isso entre eles.

Vergonha culpa e medo. Esses são os maiores inimigos de qualquer sociedade.

Essa é uma outra lição com a qual todos podem aprender: mesmo que isso traga culpa e vergonha para nós mesmos, nós temos que lutar pela verdade. ... O medo não devia nos impedir de dizer a verdade. "

Trechos da entrevista com Mosab Hassan Yousef.

http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1598599-17665-314,00.html

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Onde está Deus?

Engraçado que normalmente tenho escutado essa pergunta de pessoas que se queixam do aparente não envolvimento de Deus nas causas naturais de desastres, na fome que assola milhões de pessoas ao redor do mundo, e por ai vai ...

Não quero falar deste tipo de queixa. Não venho aqui para questionar o aparente não envolvimento de Deus com o apocalípse imediato.

Minha pergunta é no sentido mais simples da reflexão: o puro interesse de saber por onde Deus anda! Quais tem sido seus rastros e por onde tem se manifestado?

Não posso mais aceitar a ideia de um Deus que se revela aos homens com hora e data marcada na agenda semanal. Nem um Deus que segue metodologias e liturgias para que sua presença seja manifestada, sentida ou até mesmo adorada. Ao final das contas, como diz alguns de nossos pensadores cristãos contemporâneos, o tempo é agora, o local é a existência e que o método seja em espírito e em verdade.

Não consigo mais viver um cristianismo enclausurado que vive em um ciclo vicioso em si mesmado. Quero experimentar a vida em plenitude que Cristo já me deu, e se possível, com um selo de qualidade autenticado pelo próprio Cristo ..."made in God".

Quero sair do cristianismo mundanisado com o reino dos homens para ir em direção do mundo cristianisado pelo Reino de Deus. Quero encontrar Deus pelo mundo a fora e também pelo mundo a dentro.

Olhar para as pessoas e enxergar o que há de Deus em cada uma delas. Poder contemplar a criação banalizada, "cotidianizada" e desfigurada e resgatar sua dignidade no poder de um simples notar.

Portanto, muitos se perguntam onde está Deus? Para mim Deus está na simplicidade; Deus está na vida.

Quanto mais eu vivo percebo que Deus não está à mercê dos religiosos, beatos e clérigos obcecados pelo poder. Nem tão pouco se reduz aos encontros espirituais de diversas confições religiosas.

Deus está nos olhos desvelados pela simplicidade do crer sem entender, do amar sem ser amado e na alegria de dar mais do que receber.

Deus está ao alcance de todos, ou melhor, Deus está à vista e compreenção de todos, pois Ele é um Deus que se deixa conhecer, tanto é que, Nele nós vivemos, nos movemos e existimos (At 17.28).

Com isso não fica difícil se deparar com Deus no seu dia-a-dia, basta tirar as velhas escamas que cobrem nossos olhos e enxergar a vida em uma nova perspectiva: a simples perspectiva da vida como ela é. Levante a cabeça e olhe ao seu redor ... Deus estará ali!

Fora Deus, niguém é pleno em sim mesmo. Temos que adentrar no "mito da caverna" para depois sair da caverna que há em cada um de nós, conhecendo o mundo cheio de vida que está ao nosso redor.
Só assim, quando tirarmos os olhos de nós mesmo, parar de ouvir somente a nossa voz e nos calarmos, então estaremos prontos para nos encontrar com Deus.

terça-feira, 15 de junho de 2010

O quarto homem voltou!

Quem não se lembra da história de Sadraque, Mesaque e Abidnego quando, por não obedecerem ao rei, foram joganos em uma fornalha e após serem jogados, um quarto homem fora visto andando com eles na fornalha ... dizem supostamente que aquele quarto homem era Jesus.

Pois bem ... Ele ainda está atuando no mundo.

Recebi esta mensagem em meu e-mail, não sabendo a procedencia, fui edificado pelo fato de crer que Jesus pode sim ter feito segundo este relato ...

Um muçulmano egípcio matou sua esposa porque ela estava lendo a Bíblia e então a enterrou com seu bebê nascido há poucos dias e uma filha de 8 anos de idade.

As crianças foram enterradas vivas!

Ele então disse à polícia que um tio havia matado as crianças. Quinze dias mais tarde, outra pessoa da família morreu. Quando foram enterrá-la, encontraram as duas crianças sob a areia VIVAS!

O país ficou em choque e o homem será executado...

Perguntaram à menina de 8 anos como ela havia conseguido sobreviver por tanto tempo e ela disse:

*'Um homem que usava roupas brilhantes e com feridas que sangravam em suas mãos, vinha todos os dias para nos alimentar. Ele sempre acordava minha mãe para dar de mamar à minha irmã'..*

Ela foi entrevistada no Egito numa TV nacional por uma mulher jornalista que tinha o rosto coberto. Ela disse na TV pública, "Foi Jesus quem veio cuidar de nós, porque ninguém mais faz coisas como essas!"

Os muçulmanos acreditam que Isa (Jesus) aparecerá para fazer coisas desse tipo, mas as feridas em Suas mãos dão provas de que Ele realmente foi crucificado e que Ele está vivo! Também ficou claro que a criança não seria capaz de inventar essa história e não seria possível que essas crianças vivessem sem um milagre verdadeiro.

Os líderes muçulmanos terão muita dificuldade em lidar com essa situação e a popularidade do filme 'Paixão de Cristo' não os ajuda! Como o Egito está bem no centro da mídia e da educação do Oriente Médio, você pode ter a certeza de que essa história vai se espalhar rapidamente.

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Muito loco né!
Jesus é o cara!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Das Fôrmas para as Formas

"Quando nascemos fomos programados a receber o que vocês
nos empurraram com enlatados de U.S.A de nove a seis ..."

Essas foram as primeiras palavras cantadas na música geração coca-cola do Legião Urbana. O propósito de citá-las aqui é de levar a reflexão de como somos condicionados a todas as coisas.

Já parou para pensar que as suas maiores certezas foram construídas por conceitos e teóricos que adentraram sua cultura e de uma forma inexplicavel encarnou em sua vida?

Quem falou que o homem veio dos macacos nos deram outras explicações sobre a evolução?

É assim com muitos outros conceitos de nossas vidas! Que comer manga com leite pode matar; que devemos fazer o sinal da cruz quando passar por "lugares sagrados"; quando foi que nos deram explicação sobre isso?

A questão é que muitos dos nossos costumes é reproduzido de uma forma inconciente por aquilo que recebemos de nossa cultura.

E atualmente temos o raciocinio rápido ... caimos no simplismo das definições e até mesmo na banalização de termos importantes. Temos respostas para tudo.
Ai daquele que não sabe para onde e como ir! daquele que nao tem as respostas certas, que reflete antes de falar, que não afirma e que não foje a dúvida! ai destes ... são atrasados ... e é assim que nos tornamos iguais e foi assim que não "passamos de uma banda numa propaganda de refrigerantes".

Pensar é ato falho ... e por isso me tornei pecador ... se é que podemos reconhecer nossas falhas!

Não sei de muitas coisas e não me envergonho disso. Ao contrario, faço da dúvida minha força para crescer. Não é em meio a dúvida que exercemos a nossa fé? Que tipo de fé tem praticado aqueles que estão cheios de certezas?

De certo que todos saímos da mesma fôrma, a genetica humana não nega isso. Mas isso não me faz viver dentro de formas ... e não viverei.

Pois para mim a vida vale a reflexão, vale a fé no caminhar obscurecido pelo egocentrismo humano.

Para mim a vida vale criar coisas novas, talvez reiventar a roda, ao menos tentar sair da forma em que nos jogam o simplismo imediatista egocentrista e religioso, visando a massificação de uma geração de mentes formadas, porém vazias ...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Fique com o troco! o troco é seu.

Sempre questionei a inversão de valores. Questionei a falta de valores, o esquecimento e a relativisação do valores. Mas uma coisa que nunca imaginei é que me tornaria alvo desses fenômenos!

Sei que a palavra de Deus diz que nos ultimos dias o amor de muitos se esfriaria e também acreditei que a Igreja, enquanto corpo de Cristo, fosse o oposto, se sobresaindo para ressaltar o amor de Deus. Talvez hoje a "igreja" também tenha se tornado mais um objeto no meio de tantos.

Essa é a palavra: Objeto. Vivemos na geração objeto, criando relacionamentos objetos, de amores objetos, de amizades objetos que existem em um mundo objeto criado para gerar mais objetos para o ciclo da vida objeto não se findar.

A geração objeto é aquela que vive em seu ciclo de relacionamentos, onde o que se vê é um puro egocentrismo conveniente que se aproveita de seus relacionamentos para se sentir bem. O outro é bem vindo desde que me seja útil. O outro é meu objeto de prazer.

Aí se ressalta os relacionamentos objetos. Sejam amizades, amores, familiares e tudo mais que seja relacional: tudo existe para me satisfazer. Nesse mundo não se vê o outro como uma pessoa humana, que exprassa sentimentos, razões e emoções. Suas emoções só me importam se me é útil, do contrário, o outro não existe.

É ai onde conseguimos chegar! Parabéns raça humana. Conseguimos transformar nossos relacionamentos em utilitarismos vários para quem bem quiser. O mercado é vasto. Neste mundo pós moderno, tem pessoa objeto para todo gosto!

Vivo hoje em um mundo onde meus valores pouco importam! Até aquilo que gostamos se torna descartável. Gostamos do que gostamos até nossa memória não ser preenchida com outra coisa descartável que gostamos, então para se lembrar daquilo que verdadeiramente gostamos, já não fazemos força e do que se lembra, acaso.

Nunca esperei que meus valores prevalecesse, mas nunca imaginei que pagaria caro por algo que não gostaria de consumir, ao final das contas, não consumimos aquilo que queremos, mas aquilo que o mercado vende!

Viva a hipocresia do ser humano objeto!